A produção brasileira de grãos fecha o ciclo 2017/2018 com a segunda maior do país: 228,3 milhões de toneladas. Mesmo assim a produção, que perde apenas para a colheita passada, deve representar queda de 3,9%. Os números integram o 12º levantamento da safra divulgado nesta terça-feira, 11 de setembro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca a importância da produção agrícola para economia dos Municípios, principalmente os de pequeno porte. A entidade reforça ainda que a redução da produção em relação à anterior foi puxada pelos Municípios da Região Sul. Com isso, os gestores municipais devem estar atentos à redução da movimentação da economia resultante dessa queda na produção.

O destaque das culturas analisadas segue com a soja, que apresentou crescimento de área e produtividade. O espaço destinado ao grão nas lavouras cresceu, especialmente em áreas destinadas à produção de milho 1ª safra, devido à melhor rentabilidade ao produtor. As condições climáticas colaboraram com os resultados, mesmo com o fato de a estiagem ter atrasado o plantio. Com isso, a oleaginosa registrou produção recorde, chegando a uma colheita de 119,3 milhões de toneladas.

Outro item em evidência foi o algodão. Com uma área plantada de 1,17 milhão de hectares, representa um crescimento de aproximadamente 25%, e uma produtividade de 4.267 quilos por hectare, o produto registra produção de 5 milhões de toneladas.

Comparada nacionalmente, o desempenho da safra atual registou queda de 5,2%. Entre os motivos está o desempenho do milho segunda safra em quase todas as regiões brasileiras. O atraso no plantio da soja fez com que os agricultores perdessem a janela ideal para plantar, o que gerou impacto direto na produtividade.

Crédito: Agência CNM

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