Rafael Medeiros Da Redação

Com medo de ficar sem comida, e temendo uma crise de desabastecimento nos mercados de Cuiabá, moradores estão antecipando as compras do mês e estocando alimentos. Essa preocupação toda é em razão ao bloqueio das rodovias federais e estaduais, feitas pelos caminhoneiros em greve.

A reportagem do Jornal do Ônibus, foi até um supermercado atacadista localizado na região do Porto em Cuiabá, as vendas em atacado foram suspensas, e quem trabalha com a produção de marmitas, bares ou restaurantes, precisou fazer as grandes compras no varejo.

Com quase 5 kg de maçã no carrinho, 2,5 kg de tomate e um saco grande de alho, a aposentada Cleonice Marcondes, de 60 anos, disse à reportagem que nunca fez compras em grandes proporções, mas diante das notícias que assistiu eleu nos jornais, decidiu estocar alguns produtos na despensa de casa.

“Se realmente faltar ou os preços subirem, já tenho guardado. Se tudo continuar como está, nós também pagamos caros. Eles tiveram coragem para parar o país e os benefícios virão para a gente também” comenta a idosa.

Funcionários do mercado, disseram que o estoque do supermercado já está mais baixo que o normal, razão pela qual a direção do estabelecimento deu ordem interna para que suspendessem temporariamente as vendas em atacado.

Outra preocupação é em relação ao dia dos namorados devido à greve floriculturas de Mato Grosso estão com estoques limitados, já que precisam repôr as flores vendidas.

Paulo Henrique de Almeida, proprietário de duas floriculturas em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital, conta que as rosas estão em falta, pois o produto vem de fora e, por causa da paralisação, ainda não chegou.

“Estão faltando rosas nos estoques das duas lojas. Conseguimos entregar as encomendas, mas agora não temos mais produto. Isso nos prejudica muito nossas vendas. Vamos ter que buscar outros meios de transporte”, contou.

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