Construção civil reusa água e colabora com o meio ambiente

Nesta sexta-feira é comemorado o Dia Mundial da Água. Apesar de ser uma data que tem muito para ser celebrada, estudos apontam sérios problemas de falta de água no futuro. Como forma de tentar reverter essa situação, muito se fala em maneiras de como economizar e evitar o desperdício. Na construção civil não é diferente. Empresas como a MRV, por exemplo, vem utilizando sistemas de reaproveitamento de água em canteiro de obras e nos condomínios já entregues.

Na capital mato-grossense, empreendimentos como o Chapada Boulevard (saída para Chapada dos Guimarães), Chapada das Borboletas (próximo ao Parque Mãe Bonifácia) e Chapada das Oliveiras (Ribeirão do Lipa), receberam o sistema de reaproveitamento. “Boulevard já está pronto o sistema de reaproveitamento de água da chuva e mictório. E está em fase de conclusão o sistema de decantação. A gente tem também na obra do Chapada das Borboletas, cujo sistema de reaproveitamento já está sendo. Por outro lado, no Oliveiras, já estão em fase de desmobilização do sistema”, disse a técnica em gestão ambiental da MRV, Janaina Lopes.

Segundo Janaina Lopes, algumas regiões contam também com a tecnologia sistema de reaproveitamento pluvial de empreendimento para condôminos. “Assim como nos preocupamos em economizar água durante e após a conclusão das obras, nossos empreendimentos desenvolvem ainda, sistema para economia de energia”, ressalta.

O reuso vem sendo apontado por instituições especializadas como uma estratégia para driblar a falta de água. A água é coletada através das coberturas dos edifícios e/ou edificações da área comum do empreendimento e direcionada para pontos de utilização, como bacia sanitária da guarita e torneiras de jardim. “A gente já vem fazendo há algum tempo esse trabalho de reaproveitamento de água. É um item muito importante inserido nas normas da MRV estabelecido dentro do selo verde da construtora”, declara Janaina Lopes.

Já nos apartamentos também são utilizados produtos economizadores, como redutores e arejadores nas torneiras e bacia sanitária dual flush de 3 e 6 litros. A água coletada das coberturas dos barracões de obra é utilizada na limpeza do canteiro. Já água usada na lavagem da betoneira da obra (equipamento para misturar materiais da construção civil) e da bica do caminhão da concreteira é reutilizada após passar por um processo de decantação.

“Acreditamos e investimos em iniciativas que respeitam o meio ambiente, tanto que em todas nossas obras são instalados sistemas que possibilitam o reaproveitamento de água durante as atividades. Tais medidas são definidas nos nossos Selos de Sustentabilidade (Selo MRV+Verde e Selo Obra Verde MRV), que são mensalmente monitorados pelo setor de Meio Ambiente da empresa e, anualmente, por auditoria externa de órgão independente. Com essas ações todos saem ganhando, pois, além de contribuir para a preservação dessa fonte, também traz uma economia para a empresa e para os clientes”, conta o gestor executivo de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) da MRV, José Luiz Esteves da Fonseca.

Além do reuso de água nos canteiros de obras, também está nas diretrizes de responsabilidade social e ambiental da MRV a preservação das áreas verdes nativas existentes no entorno de seus empreendimentos e a implantação de ambientes mais arborizados. Com isso, nos últimos oito anos mais de 1 milhão de árvores foram plantadas pela construtora.

De acordo com dados do relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2018, produzido pela Agência Nacional de Águas (ANA), a meta proposta para até 2030 é que o Brasil faça o reuso não potável direto de 13 m³/s, o que representaria 4% do total de água reutilizada no mundo. Cerca de 40% da população mundial viverá em 2050 em áreas de grave estresse hídrico (quando a demanda por água é maior do que a sua disponibilidade e capacidade de renovação).

Panorama dos recursos hídricos no mundo  

  • 97,5% da água existente no mundo é salgada, não sendo adequada para o uso direto e para a irrigação;
  • 69% da água doce é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras;
  • 16,7% da população brasileira não tem acesso a rede de abastecimento de água potável;
  • 40% da água que é produzida na estação de tratamento não chega as torneiras dos consumidores devido a falhas no sistema de distribuição de água;
  • praticamente 80% do esgoto produzido pela população retornam à natureza sem passar por nenhum tratamento visando seu reaproveitamento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *