Plataforma digital busca otimizar oferta e procura de materiais recicláveis

Três laboratórios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) estão trabalhando em conjunto com a Cooperativa de Reciclagem de Sucatas União Bertioga (Coopersubert) no desenvolvimento de um sistema integrado para escoamento de materiais recicláveis, cujo produto final será uma plataforma digital de interação entre cooperativas e empresas compradoras dos materiais processados.

O projeto, desenvolvido no âmbito da Fundação de Apoio do IPT (FIPT), prevê a instalação de balanças com sensores na cooperativa, escolhida para o desenvolvimento piloto do trabalho. O equipamento será responsável por pesar cada tipo de material e enviar informações para uma plataforma online para acesso por possíveis compradores finais.

“O projeto é baseado em conciliar melhorias de processo dentro de cooperativas com tecnologias inteligentes para disponibilização de dados em rede”, explica Letícia dos Santos Macedo, pesquisadora do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT e coordenadora do trabalho.  “A sistematização ajuda a padronização e a adequação dos preços dos materiais, através do conhecimento da oferta e procura por cada um deles. Isso traz um modelo mais estruturado para as cooperativas, tanto de negociação com clientes quanto de qualidade do processo, que contará com registros de geração, rastreabilidade, compra e venda”, avalia a pesquisadora.

Levando em conta a informalidade da cadeia de gestão de resíduos sólidos, sobretudo na coleta – são mais de 80 mil catadores cadastrados no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) no Estado de São Paulo – Letícia conta que um dos objetivos do trabalho, que tem conclusão prevista para julho de 2019, é também melhorar a geração de dados com relação aos resíduos gerados e efetivamente reciclados, assim como a melhoria das condições de trabalho dos catadores.

“Esse projeto faz parte de todo o processo que deve ocorrer para a melhora da gestão dos resíduos, que inclui maior transparência da geração de dados, aumento e otimização da infraestrutura das cooperativas, legislação municipal adequada, organização da cadeia, inclusão social e educação ambiental”, conta Letícia. “A ideia é que ele seja expandido para outras cooperativas da Baixada e fique disponível para implantação em outras regiões, se bem sucedido”,  finaliza a pesquisadora.

Fonte: Assessoria de imprensa do IPT

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