Cultura se reúne com a ‘Rainha do Samba’ e planeja ações para os 300 Anos

O secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo, recebeu a tradicional artista cuiabana, a produtora cultural Margareth Xavier, conhecida como “Rainha do Samba’. O encontrou foi marcado por pautas em prol da cultura local, incluindo o rasqueado raiz, ao qual Margareth se dedica há mais de 30 anos.

Na tratativa, conversaram sobre os eventos para a celebração dos 300 Anos da Capital. Vuolo destacou o trabalho majestoso que a artista desenvolve e o quanto ele colabora na valorização da história de Cuiabá. Ele observou que as atividade desenvolvidas por Margareth seguem a proposta do prefeito Emanuel de valorização das tradições e, assim, não poderia faltar nesse marco do tricentenário.

“Margareth é, sem dúvida, umas das principais artistas de Cuiabá. Tem uma representatividade histórica cultural de valorização das nossas tradições, em especial do rasqueado. E isso é constatado ao longo dos anos, em que ela vem trabalhando eventos folclóricos na Capital, ajudando a difundir as raízes da nossa terra não só em Mato Grosso, mas em todo o Brasil. Sem medir esforços, tem nos auxiliado muito nas ações que promovem a cidade, sendo uma grande parceira”, ressaltou o secretário.

Neta e Filha de sambistas, a artista cuiabana construiu uma bela trajetória, misturando o samba com o rasqueado na batida do siriri, relembrando os ritos indígenas, afro e ciganos. Com 45 anos, Margareth leva essa arte à escolas, eventos regionais e nacionais e já subiu ao palco com grandes artistas brasileiros, como a cantora Beth Carvalho.

“Minha luta é pelo reconhecimento da arte e identidade cultural mato-grossense. Faço o que amo e por isso, consegui construir uma história. Não tenho receio de levar nossas tradições por esse mundo, pois é nela que aprendi valores importantes, que ajudaram na minha formação. E quero, neste momento importante, contribuir com as comemorações dos 300 Anos da cidade, ajudando a promover a identidade cultural da nossa terra”, frisou a artista.

Ela conta ainda que não tem passos marcados para suas apresentações, que trabalha a liberdade do corpo como arte. “Interpreto o que ouço e sinto. A música é para ser sentida”, diz. Ela acrescenta que para compor seu trabalho também leva em suas apresentações informações da cultura local. “Aproveito esse contato para ampliar o acesso à informação, levando, por onde passo, o dialeto local, falo dos grandes nomes de cantores e compositores de Mato Grosso. Isso desperta o interesse pela cultura e vamos formando novos apreciadores”, reitera.

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