Editorial A Gazeta

Diante de tantas notícias devastadoras que permeiam os noticiários no país, em quase todas as áreas, deixando o brasileiro cada vez mais descrente e inseguro quanto ao presente e ao futuro, chega uma notícia na área da saúde no mínimo inusitada. Não pelo conteúdo, mas pelo momento. O Sistema Único de Saúde (SUS) anunciou esta semana que passará a oferecer terapias complementares para a população. Entre elas, a meditação, arteterapia, reiki, musicoterapia, tratamento naturopático, tratamento osteopático e tratamento quiroprático. Algumas terapias já são oferecidas na categoria “práticas integrativas”, como acupuntura, por exemplo.

A decisão do Ministério da Saúde se deu por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Ele reconhece oficialmente a importância da chamada medicina não convencional, considerada como prática voltada à saúde e ao equilíbrio vital do homem. Pelo que se entendeu, não se trata de terapias alternativas – que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), substituem os tratamentos da medicina convencional – e sim de terapias complementares, que serão associadas aos tratamentos ortodoxos já existentes.

Mas, do outro lado da corda, pensamentos que povoam as mentes reativas de muitas pessoas que insistem em minar qualquer tipo de iniciativa positiva, dão conta que o Ministério da Saúde está é tentando sair pela tangente, oferecendo à população, tratamentos paliativos como verdadeiros placebos para enfrentar a dura crise no setor, já que a medicina ortodoxa e toda a tecnologia necessária para que ela funcione corretamente, entraram em colapso há muito e as chances de uma real recuperação levará tempo e dependerá de muita vontade política para acontecer.

Não é novidade para ninguém que o investimento na prevenção da saúde é infinitamente menor do que o investimento feito quando a doença já está instalada. A promoção e a prevenção da Saúde deveria ser requisito básico para qualificar qualquer país responsável com seus habitantes. Além da redução de custos e, claro a melhoria da qualidade de vida.

Por isso, mais importante até que chegar à uma unidade de saúde pública e encontrar esse viés alternativo como tratamento, é não precisar chegar a nenhuma unidade de saúde para se tratar. Se a população tivesse a oportunidade de se alimentar direito, de morar direito com acesso a saneamento básico, por exemplo, essa triste realidade das intermináveis filas à espera de tratamento dentro e fora dos hospitais, não existiria.

Mas voltando ao novo ‘modus operandi’ das terapias complementares, o Governo Federal informa que os serviços serão oferecidos pelas iniciativas locais com financiamento do Ministério da Saúde por meio do Piso de Atenção Básica (PAB) de cada município. É esperar pra ver! E crer!

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